CONSIDERAÇÕES GERAIS

- Evidencia-se a necessidade de revisão ortográfica e gramatical do Guia, bem como a utilização de linguagem compatível com a população brasileira;

- Inclusão de temas como: agrotóxicos, alimentos orgânicos;

- Desenvolver o Guia Alimentar para a População Brasileira em braile;

- Desenvolver sistemas de informações que forneçam dados à população com dados referente a quantidade de agrotóxicos presentes nos alimentos in natura.

- Inserir informações sobre a rotulagem dos alimentos.

- Enfatizar que este Guia é um documento orientativo e educativo e não normatizador.

- Incluir no Guia o tema Segurança Alimentar.

 

APRESENTAÇÃO (páginas 3 e 4)

Sem comentários.

INTRODUÇÃO (páginas 5 e 6)

  Introdução

Proposta de Alteração

 Página 5

O Guia Alimentar para a População Brasileira apresenta um conjunto de informações, análises, recomendações e orientações sobre escolha, preparo e consumo de alimentos que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo, hoje e no futuro. Ele substitui versão anterior publicada em 2006.

Este Guia é para todas as pessoas, individualmente e como membros de famílias e comunidades, assim como cidadãos. Destina-se também a todos aqueles cujo trabalho envolve a promoção da saúde da população, incluindo profissionais de saúde, agentes comunitários, educadores e formadores de recursos humanos.

Comentários:

1)    Ainda que o Guia se proponha a ser entendido por todas as pessoas, a linguagem utilizada no texto não se apresenta adequada, visto que em alguns momentos se utiliza expressões que requerem experiência para compreensão. Ressalta-se a importânica de se tornar o Guia didático para que seja acessível a toda população.

 

CAPÍTULO 1  - PRINCÍPIOS (páginas 7 a 13)

Princípios

Proposta de Alteração

Página 7

Este capítulo apresenta os seis princípios que orientaram a elaboração deste Guia. O primeiro princípio diz respeito a um conceito abrangente

de saúde que considera todas as dimensões físicas, mentais, emocionais e espirituais do bem-estar humano, e não apenas a ausência de doenças. O segundo diz respeito a um conceito abrangente de alimentação que, além de nutrientes, leva em conta alimentos e combinações de alimentos e as dimensões sociais e culturais do ato de comer. O terceiro princípio reconhece a interdependência entre padrões saudáveis de alimentação e sistemas alimentares sustentáveis. O quarto princípio defende que o acesso a informações sobre atributos e determinantes da alimentação saudável é fundamental para que consumidores façam melhores escolhas no ambiente em que vivem e para que cidadãos atuem politicamente para conformar ambientes que promovam a alimentação saudável. O quinto princípio reconhece que o conhecimento relevante para a construção de guias alimentares tem origem em evidências de várias naturezas, é obtido de várias fontes e é gerado por diferentes disciplinas. Por fim, o sexto princípio postula que guias alimentares devem ser consistentes com e contribuir para a garantia do direito humano à alimentação.

Comentários:

1)      O guia deve garantir respeito a todas as religiões. Ou seja, evitar abordagem que possam embater com crenças pessoais, como “O primeiro princípio diz respeito a um conceito abrangente de saúde que considera todas as dimensões físicas, mentais, emocionais e espirituais”

Página 09

Box: Alimentação saudável deriva de sistema alimentar sustentável.

Padrões saudáveis de alimentação são possíveis apenas em sistemas alimentares que protegem e respeitam o ambiente natural de onde os alimentos são obtidos.

Sistemas de produção e distribuição de alimentos são fundamentais para todas as sociedades

humanas. Civilizações floresceram ou sucumbiram em função de como elas utilizaram seus recursos para criar, desenvolver e sustentar sistemas alimentares. Estes recursos envolvem

essencialmente solo, água, fontes de energia e

trabalho humano.

A evolução recente dos sistemas alimentares na maior parte do mundo indica convergência para um sistema altamente industrializado, globalizado e dominado por poucos agentes econômicos. Muitas das características deste sistema colocam em risco sua sustentabilidade

O uso intensivo de terra, água e energia, o emprego indiscriminado de agrotóxicos, o transporte por longas distâncias e a geração de toneladas de lixo provenientes de embalagens descartáveis ameaçam o ambiente e saúde. Outra tendência preocupante é a redução do número de espécies e variedades de plantas e animais, determinada em grande parte por razões comerciais. A redução da biodiversidade

aumenta o risco de pragas e de epidemias que podem afetar os estoques de alimentos causando insegurança alimentar, e possibilitando, no caso de doenças animais, que elas se espalhem para os seres humanos.

Comentários:

1)       Inserir o conceito de alimentos agroecológicos e de alimentação sustentável.

2)       Estimular a produção de alimentos orgânicos em hortas caseiras e coletivas.

 

Página 10

Box: A informação esclarece consumidores e empodera cidadãos.

A informação é essencial para que consumidores façam melhores escolhas e para que cidadãos atuem politicamente para conformar ambientes promotores da alimentação saudável.

O acesso a informações corretas sobre os atributos e determinantes de uma alimentação saudável é essencial para que as pessoas possam fazer escolhas alimentares adequadas. Contudo, adotar uma alimentação saudável não é meramente uma questão de escolha para o indivíduo.

Comentário:

1)    Leitura difícil para a população, textos longos e palavras não corriqueiras. A sugestão é melhorar as informações por meio de uma nova redação.

Página 10

Box: Guias alimentares são baseados em múltiplas evidências. Recomendações feitas por guias alimentares se apoiam no conhecimento proveniente de várias fontes e gerado por diferentes disciplinas.Como toda política pública, a formulação de guias alimentares deve estar baseada em evidências. Em face das várias dimensões da alimentação e da complexa relação entre essas dimensões e a saúde e o bem-estar das pessoas, as evidências necessárias para apoiar guias alimentares têm origem em múltiplos tipos de estudo.

Comentário:

1)       O guia restringe-se ao falar de alimentação apenas de maneira ampla, e parecer desconsiderar que as maiores carências nutricionais referem-se aos micronutrientes.

  

CAPÍTULO 2  - RECOMENDAÇÕES GERAIS (páginas 15 a 32)

 

Página 16

Box: Primeira recomendação

Faça de alimentos a base de sua alimentação

Alimentos em grande variedade e predominantemente de origem vegetal formam uma base excelente para uma alimentação nutricionalmente equilibrada e saborosa. Variedade significa alimentos de todos os tipos, incluindo grãos, verduras, legumes, tubérculos, frutas, castanhas e nozes, cogumelos, água, leite e ovos, carnes e peixes, e variedade dentro de cada tipo (diferentes grãos, diferentes verduras ...)

Comentários:

1)     Esta recomendação não está clara. A sugestão é substituir o termo alimentos por outros sinônimos como “alimentos in natura”. Destaca-se que o conceito de alimentos e produtos industrializados já está definido em legislação (RESOLUÇÃO ANVISA Nº 23, DE 15 DE MARÇO DE 2000 que “Dispõe sobre O Manual de Procedimentos Básicos para Registro e Dispensa da Obrigatoriedade de Registro de Produtos Pertinentes à Área de Alimentos” e RESOLUÇÃO - RDC Nº 259, DE 20 DE SETEMBRO DE 2002  que Aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados”). 

 

2)     Substituir o texto por “Faça do alimento a base para a sua comida”.

 

3)     Inserir no texto a importância do consumo de alimentos orgânicos.

Página 17

A grande maioria dos alimentos comercializados nos dias de hoje é minimamente processada. Alimentos ‘in natura’ tendem a se deteriorar muito rapidamente e somente alguns podem ser consumidos sem qualquer preparo. Processos mínimos aumentam a duração dos alimentos ‘in natura’, preservando-os e tornando-os apropriados para armazenamento, e ou facilitam sua preparação culinária.

Comentários:

1)     Não há Resolução na Anvisa que defina alimentos minimamente processados. A sugestão é trocar o termo para alimentos processados que diferenciam de produtos processados. Pois o minimamente processado já é utilizado pela indústria com outra definição.  Para diferenciar as definições, realçar no layout do Guia Alimentar para a População Brasileira.

2)     Sugestão: inserir a informação no rótulo dos alimentos ou produtos.

Página 17

Alimentos

O que são?

Alimentos são essencialmente partes de plantas ou de animais. São não processados quando não sofrem alterações após sua separação da natureza (alimentos ‘in natura’). São minimamente processados quando submetidos a limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, porcionamento, moagem, secagem, pasteurização, refrigeração, congelamento e processos similares que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original.

Exemplos

Legumes, verduras e frutas ‘in natura’ ou embalados, porcionados, refrigerados ou congelados; arroz branco, integral ou parboilizado, a granel ou embalado; outros cereais; feijão de várias cores, lentilhas, grão de bico e outras leguminosas; raízes e tubérculos; cogumelos frescos, congelados ou secos; frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; especiarias e ervas frescas ou secas; farinhas de mandioca, de milho ou de trigo e massas frescas ou secas feitas com essas farinhas e água; carnes, aves e peixes frescos, resfriados ou congelados; leite fresco ou pasteurizado, iogurte (sem adição deaçúcar); ovos; chás, cafés, infusões de ervas, água de fonte, de torneira ou engarrafada.

Comentários:

1)     Especificar os tipos de cogumelos comestivéis.

2)     Deixar claro quais são as substâncias consideradas aditivas (exemplo: iogurte com frutas, a fruta é considerada aditivo?)

Página 18

Por que alimentos devem ser a base da sua alimentação?

Alimentos, ‘in natura’ ou minimamente processados,variam amplamente quanto à quantidade de energia ou calorias por volume (densidade ou teor de energia) e quanto à quantidade de nutrientes por energia (densidade ou teor de nutrientes). Com exceção do leite materno nos primeiros seis meses de vida, nenhum alimento sozinho proporciona aos seres humanos a densidade ideal de energia e de nutrientes que seu organismo requer.

Comentários:

1)     Inserir a importância de políticas que promovam a alimentação sem agrotóxicos e com preço acessível para toda a população.

Página 19

Segunda recomendação

Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação ao temperar e cozinhar alimentos e convertê-los em preparações culinárias

Desde que utilizados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos,óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem comprometer o seu valor nutricional

Comentários:

1)     Sugestão: trocar o termo moderação por reduzir e inserir no início da frase: “Reduza a utilização de óleo…”.

2)     O texto não explica a diferença entre os diferentes tipos de óleos e gorduras, assim como de suas fontes alimentares. Sugere-se a inclusão de informações sobre os diferentes tipos de gordura, suas importâncias nutricionais e recomendações de consumo. Esta recomendação apenas aborda o consumo moderado desses ingredientes, a palavra “moderado”é muito ampla para o público-alvo de leitores deste Guia.

3)     Incluir a frase: “preferir a utilização de temperos naturais, como por exemplo, salsinha, cebolinha, louro, alho,etc”.

4)     Reforçar a nocividade da utilização de temperos industrializados.

Página 20

Por que óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados com moderação na preparação de alimentos?

Isoladamente, esses produtos são nutricionalmente desequilibrados e restritos a poucos nutrientes. Para cada 100 gramas, óleos e gorduras fornecem cerca de 900 calorias (kcal) e o açúcar cerca de 400 calorias (kcal). Isto representa uma concentração de energia por volume três a seis vezes superior à de grãos cozidos e dez a vinte vezes superior à de verduras e legumes. Além disso, são produtos com alto teor de nutrientes cujo consumo excessivo é prejudicial para a saúde: sódio (componente básico do sal de cozinha), açúcar livre (componente básico do açúcar  de mesa) e gorduras saturadas (presentes em todos os óleos e gorduras, em particular nessas últimas, o que recomenda o seu uso com ainda maior moderação).

Comentários:

1)      Excluir a frase “esses produtos são nutricionalmente desequilibrados” – óleos, gorduras, sal e açúcar exercem funções diferentes no organismo e quando consumidos em excesso, de maneira desequilibrada, podem causar danos à saúde.

Página 21

Box: Terceira recomendação

Limite a utilização de produtos alimentícios prontos para consumo, evitando-os ou consumindo-os, em pequenas quantidades,como parte de refeições com base em alimentos e preparações culinárias. Embora convenientes e de sabor pronunciado, produtos prontos para consumo tendem a ser nutricionalmente desequilibrados. Muitos favorecem o consumo excessivo de calorias, além de afetarem negativamente a vida social, a cultura e o ambiente.

Comentários:

1)      Os conceitos de produtos alimentícios processados, ultraprocessados e minimamente processados estão enganados e confusos, vez que existe os conceitos em legislação vigente da Anvisa (Decreto-lei nº 986 de 21 de outubro de 1969 que “Institui normas básicas sobre alimentos" e na Resolução RDC nº 273, de 22 de setembro de 2005 que “Aprova o Regulamento Técnico para misturas para o preparo de alimentos e alimentos prontos para o consumo”).  

 

Página 21

Características e exemplos de produtos prontos para consumo processa dos ou ultraprocessados .

Comentário:

1)     Sugestão: substituir o termo processado por industrializado.

Página 28

Atributos dos produtos ultraprocessa dos que favorecem a obesidade

Além da alta concentração de energia por volume, outros atributos dos produtos ultraprocessados favorecem o consumo excessivo de calorias e aumentam o risco de obesidade.

Hiper-sabor

Com a ‘ajuda’ de açúcares, gorduras, sal e uma gama enorme de aditivos, produtos prontos ultraprocessados são formulados para que sejam extremamente atraentes, quando não para induzir hábito ou mesmo para criar dependência. A publicidade desses produtos comumente chama a atenção, com razão, para o fato de que esses produtos são ‘irresistíveis’.

Comer sem atenção

A maioria dos produtos ultraprocessados é formulada para ser consumida sem o uso de mesas, pratos e talheres em qualquer lugar, em redes de fast food, em casa enquanto se assiste a programas de televisão, na mesa de trabalho ou andando na rua. Essas circunstâncias, frequentemente lembradas na propaganda de produtos prontos para consumo, também prejudicam a capacidade de o organismo ‘registrar’ devidamente as calorias ingeridas.

Porções gigantes

Em face do baixo custo dos seus ingredientes, é comum que muitos produtos ultraprocessados sejam comercializados em porções ou embalagens gigantes a preço apenas ligeiramente superior ao de porções ou embalagens regulares. Diante de porçõesou embalagens gigantes, é maior o risco do consumo involuntário de calorias e maior portanto o risco de obesidade.

Calorias líquidas

No caso de refrigerantes, refrescos e muitos outros produtos prontos para beber, o aumento do risco de obesidade é função da comprovada menor capacidade que o organismo humano tem de ‘registrar’ calorias provenientes de bebidas adoçadas.

Comentário:

1) Utilizar termos apropriados ao público-alvo.

Página 30

Box: A regra de ouro

Prefira alimentos e preparações culinárias a produtos prontos para consumo e evite produtos ultraprocessados

Comentário:

1)         As definições sobre alimentos, produtos processados e preparações culinárias presentes no capítulo 2 prejudicam o etendimento da população acerca do tema. Nota-se divergência nas informações, como por exemplo: se os produtos processados (entre os quais estão alguns embutidos e carnes secas) devem ser evitados assim como a utilização do óleo deve ser moderada, mas as preparações regionais ganham destaque na regra de “ouro”, como classificar o acarajé, o sanduiche de mordatela, a feijoada, entre outros?.

 

 


 

CAPÍTULO 3 - ALIMENTOS E PREPARAÇÕES CULINÁRIAS (páginas 33 a 58)

 

Página 33

Este capítulo complementa as recomendações universais deste Guia sobre alimentação saudável com orientações específicas para a população brasileira. Em uma seção inicial, descreve a abordagem adotada para propor orientações específicas para a população brasileira sobre o que comer e justifica a valorização dada a padrões de alimentação desenvolvidos e transmitidos ao longo de gerações. Em uma segunda seção, são sumarizadas as características principais da alimentação no Brasil e, em particular, entre os brasileiros que baseiam sua alimentação em alimentos e preparações culinárias e que, como tal, seguem as recomendações universais sobre alimentação saudável descritas no capitulo anterior. Na terceira seção são fornecidos exemplos de opções saudáveis de alimentação com base na alimentação dos brasileiros que privilegiam alimentos e preparações culinárias. Na seção final, são fornecidas informações que permitem a multiplicação desses exemplos.

Comentários:

1)     O Guia deveria abordar as melhores opções de técnicas dietéticas a serem utilizadas na culinária a fim de priorizar a preservação de nutrientes, como por exemplo, o cozimento a vapor de legumes.

Página 38

 

café da manhã

Mulher, 58 anos, região Norte                                               Mulher, 44 anos, região Sul

           

Café com leite, tapioca e banana  

Suco de laranja natural, pão francês com manteiga     

Café com leite, cuscuz e manga e mamão

Comentários:

1)          Sugestão: apresentar as fotos dos pratos mantendo a proporção do modelo de prato saudável em termos de quantidade.

2)          Na Região Sul adicionar o café com leite no café da manhã, pois é a bebida predominantemente consumida.

3)          Rever os exemplos de café da manhã, almoço e jantar.

4)          Variar o exemplo dos hortifrutis apresentados nas fotos. Explorar a grande variedade de hortifrutis que o Brasil apresenta.

Outras refeições – Página 44

Crianças e adolescentes, em face das necessidades nutricionais relacionadas ao crescimento, usualmente precisam fazer uma ou mais refeições, além do café da manhã, almoço e jantar.

O mesmo pode ocorrer em outras fases do curso da vida.

Comentários:

1)    Substituir o nome de outras refeições por “lanches intermediários”, ou seja, lanches realizados entre as refeições. A fim de valorizar essas refeições.

2)    Incluir mais exemplos de lanches saudáveis.  

Página 45

Grupo dos feijões e das demais leguminosas

Este grupo inclui vários tipos de feijão e outros

alimentos do grupo das leguminosas, como ervilhas, lentilhas e grão de bico.

 

Feijão carioca

Há muitas variedades de feijão no Brasil. Preto, branco, mulatinho, carioca, fradinho, feijão-fava, feijão de corda, entre muitos outros. Dentre os demais alimentos que fazem parte da família botânica das leguminosas, e que compartilham propriedades nutricionais e usos culinários com o feijão, os mais consumidos são as ervilhas, as lentilhas e o grão de bico. A alternância entre diferentes tipos de feijão, ervilhas, lentilhas e grão de bico na alimentação amplifica o aporte de nutrientes e, mais importante, traz novos sabores e diversidade para a alimentação.

Comentários:

1)          No texto exemplifica a quantidade de óleo a ser utilizado para uma xícara de feijão e de arroz. A sugestão é exemplificar para todos os alimentos, em medida caseira, a quantidade a ser utilizada de sal, óleo e açucar para todas as preparações. Sugestão: demonstrar em forma de figura.

Água – Página 56

A água é essencial para a manutenção da vida.

Sem água, não sobrevivemos mais do que poucos dias. O total de água existente no corpo dos seres humanos corresponde a três quartos do seu peso na infância e a mais da metade na idade adulta.

Comentário:

1)       Referente ao consumo de água, o guia relata que devemos beber água somente quando a sensação de sede ocorre. O consumo de água é essencial para o funcionamento do organismo e deve ser incentivado pelo Guia.

Observação: a sede já indica uma situação de desidratação do organismo.

 

Água da torneira

Comentários:

1)       Retirar a opção de água da torneira, pois o padrão de potabilidade da água obtida de torneiras é duvidoso em várias regiões do País ou inserir instruções sobre como deixar a água da torneira potável. 

A quantidade de água que precisamos ingerir por dia é muito variável e depende de vários fatores. Entre esses fatores estão a idade e o peso da pessoa, a atividade física que ela realiza e o clima e a temperatura do ambiente onde ela vive. Para algumas pessoas, a ingestão de dois litros de água por dia pode ser suficiente, outras precisarão de três ou quatro litros ou mesmo mais, como no caso dos esportistas.

 

 

CAPÍTULO 4 - COMO COMER (páginas 59 a 64)

Página 60

Comer com regularidade e com atenção.

Procure fazer suas refeições diárias em horários semelhantes. Evite comer nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade.

Comentário:

1) O Guia não considera as refeições intermediárias, citando inclusive que essas podem ser realizadas somente por crianças e adolescentes. A sugestão é descrever a importância do consumo das três refeições principais e das refeições intermediárias para todas as faixas etárias.

Página 60

Optar por uma salada ou por uma sopa antes do prato principal é outra maneira de conceder

a nosso organismo o tempo necessário para que os alimentos sejam mais bem aproveitados e para que não se coma mais do que o necessário. Nos dias de hoje, é comum a queixa de falta

de tempo e muitas pessoas alegam que é por este motivo que não fazem refeições regulares, que comem sempre muito rapidamente e que, não raro, fazem outras coisas enquanto comem.

Comentário:

1)          Sugestão: retirar a frase “Optar por uma salada ou por uma sopa antes do prato principal é outra maneira de concedera nosso organismo o tempo necessário para que os alimentos sejam mais bem aproveitados e para que não se coma mais do que o necessário”, pois não podemos afirmar que o alimento será melhor aproveitado fisiologicamente se consumido desta forma.

Página 63

Três recomendações sobre como comer:

 

Comer com regularidade e com atenção:

 

Procure fazer suas refeições diárias em horários semelhantes. Evite comer nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade

Comentários:

3)         Sugestão: substituir a frase “ Evite comer nos intervalos entre as refeições” por incluir lanches saudáveis entre as principais refeições.

 

CAPÍTULO 5 – COMPREENDENDO E SUPERANDO OBSTÁCULOS (página 65 a 74)

Página 66

Informação

Há muitas informações sobre alimentação e saúde, mas poucas são de fontes confiáveis

Utilize, discuta e divulgue o conteúdo deste Guia

Comentários:

1)       Especificar melhor a informação. De onde vem as informações: Que informações são essas? Citar exemplos.

Página 69

Custo

No Brasil, a alimentação com base em alimentos preparados na hora, além de ser mais

saudável do que a baseada em produtos prontos para consumo, também pode ser

mais barata

Dê sempre preferência a alimentos frescos da estação e produzidos localmente e,

quando comer fora de casa prefira restaurantes que servem ‘comida caseira’

Comentários:

1)    Sugestão: orientar o consumo de alimentos de época.

2)   Dependendo da região do País e sazonalidade, os preços variam.

3)       Para as classes menos favorecidas, os alimentos in natura nem sempre são de fácil acesso, principalmente em locais de forte estiagem.

4)    Criar fontes de alimentos in natura com preços acessivéis em todos os municípios do País.

Publicidade – página 74

A publicidade de produtos prontos para consumo e ultraprocessados domina os anúncios comerciais sobre alimentos, veicula informações incorretas e prejudiciais sobre alimentação e atinge sobretudo crianças e jovens.

Esclareça as crianças e os jovens de que a função da publicidade é essencialmente aumentar a venda de produtos e não informar e, menos ainda, educar as pessoas.

Comentários:

1)        É preciso regulamentar a publicidade. Orientar a população a exigir esta ação.

 

10 Passos para uma Alimentação Saudável (página 85 a 870

Página 85

2. Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação

Óleos, gorduras, sal e açúcar são produtos alimentícios que devem ser usados

com moderação para temperar e cozinhar alimentos e para convertê-los em

preparações culinárias variadas e saborosas.

Comentário:

1) Alterar o texto para “Reduzir o comsumo de óleos, gorduras, sal e açúcar”.

2) Especificar os tipos de óleos.

Página 85

4. Comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados

Procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias e evite comer nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em locais limpos e onde você se sinta confortável e evite ambientes ruidosos ou estressantes. Evite também comer em ambientes onde há estímulo para o consumo de quantidades ilimitadas de alimentos

Comentários:

1)       Enfatizar para desligar os aparelhos eletrônicos durante as refeições.

Página 87

9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora e evitar redes de fast food

No dia-a-dia, procure locais que servem ‘comida caseira’ e a preço justo.

Restaurantes que oferecem comida vendida por peso e “pratos feitos” podem ser boas opções assim como refeitórios que servem ‘comida caseira’ em escolas ou no local de trabalho. De vez em quando, se puder, vá a restaurantes que servem pratos mais elaborados da culinária brasileira ou pratos da cozinha de outros países.

Comentários:

1)        Retirar a frase “De vez em quando, se puder, vá a restaurantes que servem pratos mais elaborados da culinária brasileira ou pratos da cozinha de outros países”, esta frase não condiz com a realidade da maior parte da população.