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Dia Mundial do Diabetes 2017

Este ano a campanha é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”

 

O dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, foi criado em 1991 pela IDF em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo. A data tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225.

Para o ano de 2017 o tema escolhido para a campanha é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. A vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região, Deise Regina Baptista, que também é membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no departamento de nutrição falou sobre a Diabetes mellitus gestacional (DMG), sendo está a única que ocorre apenas nas mulheres. “A DMG é uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus franco. É também o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3 e 25% das gestações”, explica.

Fatores de Risco

  • Entre os fatores de risco para DMG, estão:
  • idade materna avançada
  • sobrepeso
  • obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual
  • deposição central excessiva de gordura corporal
  • história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau
  • crescimento fetal excessivo, polidrâmnio
  • hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual
  • antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição
  • malformações, morte fetal ou neonatal
  • síndrome de ovários policísticos e
  • baixa estatura.

 

Rastreamento e diagnóstico

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que sejam seguidos os critérios aceitos em 2013 pela OMS. Na primeira consulta pré-natal, deve ser solicitada glicemia de jejum. Caso o valor encontrado seja maior ou igual a 126 mg/dl, é feito o diagnóstico de diabetes mellitus franco diagnosticado na gravidez. Caso glicemia plasmática em jejum seja maior ou igual a 92 mg/dl e menor que 126 mg/dl, é feito o diagnóstico de DMG. Em ambos os casos, deve ser confirmado o resultado com uma segunda dosagem da glicemia de jejum. Caso a glicemia seja menor que 92 mg/dl, a gestante deve ser reavaliada no segundo trimestre. A investigação de DMG deve ser feita em todas as gestantes sem diagnóstico prévio de diabetes. Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.

Pós-parto

No primeiro dia após o parto, os níveis de glicemia devem ser observados e a insulina basal deve ser suspensa; orienta-se a manutenção de uma dieta saudável. A maioria das mulheres apresenta normalização das glicemias nos primeiros dias após o parto. É necessário estimular o aleitamento materno. “Caso ocorra hiperglicemia durante esse período, a insulina é o tratamento indicado. Deve-se evitar a prescrição de dietas hipocalóricas durante o período de amamentação. Também é importante que nas revisões ginecológicas anuais, é fundamental recomendar a manutenção do peso adequado, revisando as orientações sobre dieta e atividade física, e incluir a medida da glicemia de jejum.

Aleitamento materno

O aleitamento materno por períodos maiores que 3 meses está relacionado com a redução do risco de desenvolvimento de DM2 após a gestação. Mulheres com intolerância à glicose e histórico de DMG quando reduzem 7% do peso corporal, com prática de atividade física regular ou quando utilizam metformina, apresentam decréscimo de 53% da incidência de DM2.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes