Brasília – Após
a Organização Mundial da Saúde
(OMS) anunciar o fim da epidemia da influenza A (H1N1)
- gripe suína ontem, o Ministério da
Saúde informou que continuará promovendo
ações de monitoramento e prevenção
do vírus Influenza H1N1. Mesmo sem altas incidências,
o vírus continua circulando no mundo com comportamento
similar ao da gripe comum.
Em apenas três meses, a campanha de vacinação
no Brasil atingiu 88 milhões de pessoas. Segundo
o ministério, no período entre 1º
de janeiro e 31 de julho deste ano, foram confirmados
753 casos de pessoas com influenza pandêmica
que precisaram de internação e 95 mortes.
Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.
Mesmo com intensa redução no número
de casos graves e mortes pela doença desde
março deste ano, o ministério manterá,
junto com os estados e os municípios, o monitoramento
da gripe. Além do vírus, o Brasil também
apresenta uma proporção, que varia entre
baixa e moderada, de pessoas com doenças respiratórias
agudas. Por isso, é necessário que a
população mantenha os cuidados típicos
do período do inverno, como lavar as mãos
frequentemente e usar lenços descartáveis.
O anúncio da OMS significa que o vírus
continua circulando no mundo, mas junto com outros
vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade
diferente entre os países. Alguns deles, como
Índia e Nova Zelândia, ainda têm
apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com
a entidade, o monitoramento epidemiológico
mostrou que o vírus H1N1 não sofreu
mutação para formas mais letais, a resistência
ao antiviral fosfato de oseltamivir não se
desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou
uma medida eficaz para proteger a população.
Essas evidências contribuíram para a
decisão de mudar o nível de alerta para
fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS
alerta que, mesmo com a mudança de nível,
o monitoramento e as ações preventivas
devem continuar, especialmente em relação
aos grupos mais vulneráveis para desenvolver
formas graves da doença, como gestantes, portadores
de doenças crônicas e crianças
menores de dois anos.
''A vigilância contínua é extremamente
importante'', orientou a diretora-geral da OMS, Margareth
Chan, que ressaltou a importância da vacinação
no enfrentamento da pandemia.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
reforça a recomendação da OMS
e destaca a vacinação recorde realizada
no Brasil. ''Fizemos um imenso esforço conjunto
e conseguimos vacinar, em apenas três meses,
88 milhões de pessoas. Isso nos permite ter
todos os índices de gripe em queda e a demanda
por atendimento médico por doenças respiratórias
está menor que o esperado para esta época
do ano'', afirmou.