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Anvisa emite informe técnico sobre “ração
humana”
Para instituição,
o consumo do produto pode significar prejuízo
à saúde
7 DE JUNHO DE 2011
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) emitiu um informe técnico sobre o consumo
da “ração humana”. De acordo
com a instituição, pessoas que consomem
este produto podem estar colocando em risco a saúde,
uma vez que o produto não fornece todos os nutrientes
necessários para uma alimentação
adequada.
A Anvisa alerta que as formulações,
popularmente conhecidas como “ração
humana”, são, geralmente, compostas por
mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras
e outros ingredientes, como: guaraná em pó,
gelatina em pó, cacau em pó, levedo de
cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.
Para a entidade, é preciso que o consumo de produtos
com alto teor de fibras esteja inserido no contexto
de uma alimentação diversificada.
De acordo com a coordenadora da Comissão de
Comunicação do CRN-8, Denise Johnsson
Amaral, por se tratar de um alimento rico em fibras,
seu consumo deve ser moderado, já que a ingestão
excessiva pode trazer prejuízos a saúde.
Além disto, este produto não pode ser
utilizado com substituto de refeições
por não ser nutricionalmente completo. A profissional
alerta que para manter a saúde e um peso saudável
o ideal é sempre seguir uma alimentação
saudável orientada por um nutricionista.
Rótulo
A Anvisa afirmou ainda que os fabricantes não
podem mais utilizar a expressão “ração
humana” como denominação de venda
desses produtos, porque o uso da expressão pode
gerar dúvidas para os consumidores e não
reflete a verdadeira característica do alimento.
Também não podem constar do rótulo
ou material publicitário do produto afirmações
de propriedade medicamentosas, terapêuticas e
relativas a emagrecimento. A Anvisa alerta que a empresa
que desejar comercializar produtos com alegações
de propriedades funcionais ou de saúde deve solicitar
registro e aguardar o processo de análise, que
irá verificar a segurança e eficácia
do produto.
As empresas que não cumprirem as exigências
estão sujeitas a pagar multas de até R$
1,5 milhão.
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