Mulher tem papel fundamental na nutrição e na ciência

sexta, 08 de março de 2019 às 08:00:00
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No dia 8 de março comemora-se o Dia da Mulher e a data traz um convite para refletir sobre a importância crescente do papel da mulher na sociedade e na profissão

Neste Dia Internacional da Mulher, o Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região (CRN-8) parabeniza a todas as mulheres pelo seu dia e ressalta a importância das nutricionistas no acompanhamento nutricional, sempre realizado por profissional competente e registrado em conselho profissional, promovendo a saúde por meio da boa nutrição. Historicamente, os avanços foram muitos e a crescente participação feminina no mercado de trabalho é, em boa parte, responsável por isso. 

A presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista (CRN-8 699), conta que desde a formatura, em 1986, presenciou uma postura crítica e reflexiva da participação da mulher nessa profissão predominantemente feminina. “A nutricionista além de atuar na área clínica e restaurantes, buscou também outras áreas de atuação associadas a atributos da identidade masculina, que valorizam a virilidade e a força física, como em academias ou clubes esportivos. O reconhecimento profissional, no meio acadêmico e no mercado de trabalho, demonstra as conquistas sociais conseguidas pelas mulheres”.

A nutricionista, antropóloga e professora Silvana Santos (CRN-8 1205) conta que a ampla presença feminina é uma característica marcante na profissão de nutricionista, desde o seu início (entre os anos 1930-1940), mas que se modifica grandemente ao longo da sua história. Considerando a situação social e política da mulher na época e a apresentação da profissão em seus primórdios, como "novo campo profissional e de magníficas oportunidades aberto às moças deste país”, parecem óbvias as importantes transformações ocorridas desde então. “De um lugar inicial de subalternidade da mulher no mercado de trabalho, as conquistas alcançadas pela profissão (como campo de trabalho, ciência e política social) são repercussões das mudanças também no que diz respeito às relações de gênero no conjunto da sociedade. Assim, eminentemente feminina, apesar do aumento da participação masculina mais recente, a profissão de nutricionista no Brasil guarda correspondências com as transformações sociais e crescente participação das mulheres no mundo do trabalho e na ciência”, diz.

Silvana acrescenta que há significativos avanços no decorrer do tempo e, certamente, experimentaremos ainda outros tantos, o que exige clareza da categoria sobre os processos que impulsionam ou possam atrasar a valorização da profissão. “Inevitavelmente, olhar para a profissão exige olhar para o lugar que a mulher ocupa na sociedade. Quanto mais iguais e justas as relações de gênero, mais igualitária e justa será a inserção e valorização da profissão na sociedade”, afirma.

Universo Feminino - Os homens que circulam por este universo profissional também têm muito a dizer acerca de como é conviver com tantas mulheres. Gabriel Garcia (CRN 8-2003) é gerente de operações de uma empresa de alimentação, trabalha há 16 anos na profissão e sempre atuou em empresas de alimentação. “Em alguns momentos, tive mulheres como chefes e professoras, em outros como minhas parceiras e amigas, mas também tive a oportunidade de liderá-las. Independente do momento, sempre foram exemplos de nutricionistas muito competentes, com quem pude aprender, dividir e somar experiências”, elogia.

Gabriel afirma que percebe as características ímpares do universo feminino, tais como sensibilidade, mas não fragilidade. “Mulheres guerreiras, que se disponibilizam em deixar suas casas, famílias, para ir trabalhar em horários alternativos, conforme a profissão exige. São versáteis na hora de ajustar suas equipes e, ao mesmo tempo, firmes na gestão de pessoas. Aprendo constantemente com elas!”, comemora.